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O Nascimento da Congregação Masculina

 

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Nossa Fundadora, Santa Paula Elisabete Cerioli, insistia na oração constante ao Senhor para que Ele permitisse encontrar a pessoa certa para iniciar o ramo masculino da obra. Na verdade, essa fora a sua primeira inspiração logo após a morte de seu querido filho, que previra que Deus a tornaria "mãe de muitos filhos" em substituição a ele.

Seguindo os conselhos do Bispo, houve tentativas de colaboração dos padres que já cuidavam de meninos, mas as iniciativas não prosperaram porque as obras não coincidiam necessariamente com a dela, que visava a atenção exclusiva aos camponeses. Contudo, a Providência apresentou-lhe Giovanni Capponi, da cidade de Lefe. Estimado enfermeiro e ecônomo no Hospital Municipal de sua cidade. Giovanni também se dedicava à formação espiritual dos jovens na paróquia.

Irmã Paula Elizabete acolheu-o com entusiasmo, propondo o projeto do Instituto Masculino Sagrada Família e convidando-o a assumir a direção. Humildemente, o jovem hesitou, declarando-se incapaz para tal empreendimento. No entanto, a Madre e o Cônego Valsecchi incentivaram-no a ouvir o Bispo Dom Speranza. O Bispo resolveu a questão com palavras encorajadoras: “O que você vai iniciar será para a maior glória de Deus. Vá! E esteja seguro de que Deus o ajudará.”

Assim, em 4 de novembro de 1863 — dia de São Carlos e onomástico de seu falecido filho, Carlinhos — a nova obra teve início em Villa Campagna de Soncino (Cremona), em uma propriedade herdada de seus pais.

 

Expansão e Consolidação

 

Na Itália...

Após a morte da Fundadora, as Irmãs da Sagrada Família expandiram-se pelo norte e sul da Itália, oferecendo respostas concretas às graves necessidades educacionais e sociais da época.

Já o Instituto Masculino, deixado pela Fundadora como uma "sementinha", enfrentou uma trajetória atribulada até o início do século XX, quando o Pe. Ângelo Orísio assumiu a liderança. Durante seus quarenta anos como Superior Geral, Pe. Orísio assumiu com paixão o ideal da Fundadora, encaminhou o processo de Beatificação de Paula Elizabete, abriu o Seminário e o Noviciado e organizou a vida da Congregação (textos espirituais e jurídicos) em colaboração com o Pe. David Mosconi.

Em 1941, ocorreu a primeira ordenação de um padre formado na própria Congregação. Naquela época, o número de Irmãos religiosos já era elevado, dedicando-se integralmente aos órfãos camponeses e alcançando prêmios nacionais no âmbito da agricultura.

 

Em Terras Brasileiras...

Em 1951, ano da beatificação da Fundadora, o Superior Geral Pe. Leonardo Cusatis aceitou o convite da Santa Sé para dirigir a "Obra Pio XII", que buscava oferecer um futuro melhor a órfãos da Segunda Guerra Mundial em fazendas brasileiras.

Três padres e cerca de 100 jovens chegaram ao Brasil em 24 de maio de 1951. Superando dificuldades iniciais, estruturaram a "Delegação da Sagrada Família para o Brasil", estabelecendo comunidades em São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Atualmente, atuam em paróquias, creches, escolas profissionalizantes e centros juvenis.

As Irmãs da Sagrada Família seguiram o mesmo caminho missionário em 1965, após o Concílio Vaticano II. Iniciaram suas atividades em Itapevi (SP) e, devido ao fértil terreno vocacional brasileiro, expandiram-se para diversas comunidades, chegando ao Uruguai em 1985.

 

O Carisma e a Missão no Continente Africano...

O Carisma é um dom dinâmico do Espírito Santo que exige adaptação aos tempos e lugares. Hoje, a presença de Paula Elizabete vive no trabalho de padres, irmãs, irmãos e leigos que se dedicam aos que sofrem e aos desassistidos.

Respondendo ao apelo do Papa para uma Nova Evangelização, em 1998 os Padres abriram uma comunidade em Marracuene, amparando crianças órfãs da guerra civil e em situação de extrema pobreza. Em 1999, um novo desafio uniu Padres e Irmãs em uma comunidade de convivência fraternal na região central de Moçambique.

A escolha de Moçambique reflete a convicção de que o Carisma de Madre Paula é essencial onde há emergências sociais, especialmente no apoio a mulheres e crianças.