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O Irmão Francisco Vecchi, por trinta anos, dedicou a sua vida em prol dos mais pobres e desamparados. Nasceu em Fiorano al Serio (Bérgamo), no ano de 1930. Após servir no Exército, decidiu tornar-se religioso da Sagrada Família. Ingressou no noviciado da congregação e, no dia 19 de março de 1963, fez a sua primeira profissão religiosa. Dois anos depois, foi enviado como missionário ao Brasil.

Trabalhou por 21 anos na Paróquia São Judas Tadeu, em Itapevi, a 40 quilômetros da Grande São Paulo. Seu trabalho consistia em ajudar no ministério paroquial o vigário, Pe. Romeu Mecca, mas cedo ele descobriu a sua verdadeira vocação: trabalhar com os mais pobres e desamparados — aqueles que, atraídos pela miragem de um trabalho, deixavam o interior para procurar um lugar melhor na grande cidade e, não encontrando nada, acabavam vivendo marginalizados em barracos de madeira e papelão.

A caridade do Ir. Francisco não conhecia limites: na garupa da sua motoca, cheio de pacotes, passava os seus dias visitando pobres e enfermos, entregando cestas básicas e agasalhos aos muitos moradores de favelas que precisavam de tudo. Além dos pobres, outras grandes paixões do Ir. Francisco eram as crianças e os jovens. Para eles, criava momentos de lazer e de oração, para que pudessem formar-se como homens e como cristãos. Inventou o grupo de coroinhas, que acompanhava pessoalmente nos momentos de lazer, brincando com eles e sempre providenciando uma boa formação humana e religiosa.

Em 1984, o bispo diocesano de Osasco, Dom Francisco Manoel Vieira, ordenou-o diácono permanente, a fim de que se dedicasse mais intensamente ao serviço da Igreja local. Batismos, casamentos e visitas aos doentes tornaram-se, assim, o novo compromisso e o novo ministério do Ir. Francisco. Em 1985, deixou a querida Itapevi para trabalhar por quase um ano em Irapuru (Alta Paulista) e, de 1986 até a sua morte (1995), trabalhou na paróquia de Assaí, no Paraná.