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feliz natal
Misericordiae Vultus
juce

Evangelho do dia

II de Advento - Ano C

Evangelho - Lc 3,1-6
1No décimo quinto ano do império de Tibério César,
quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia,
Herodes administrava a Galiléia,
seu irmão Filipe, as regiões da Ituréia e Traconítide,
e Lisânias a Abilene;
2quando Anás e Caifás eram sumos sacerdotes,
foi então que a palavra de Deus
foi dirigida a João, o filho de Zacarias, no deserto.
3E ele percorreu toda a região do Jordão,
pregando um batismo de conversão
para o perdão dos pecados, 
4como está escrito
no Livro das palavras do profeta Isaías:
'Esta é a voz daquele que grita no deserto:
'preparai o caminho do Senhor,
endireitai suas veredas.
5Todo vale será aterrado,
toda montanha e colina serão rebaixadas;
as passagens tortuosas ficarão retas
e os caminhos acidentados serão aplainados.
6E todas as pessoas verão a salvação de Deus''.
REFLEXÃO
Continuando a nossa caminhada rumo ao Natal, encontremos hoje a figura de João Batista, o precursor de Jesus. Mas antes de analisar essa figura quero sublinhar um elemento muito importante. Os primeiros dois versículos do Evangelho de hoje contêm informações que não parecem indispensáveis pela narração: o elenco dos governadores e dos sumos sacerdotes daquela época na terra de Israel. O trecho do Evangelho poderia até começar pelo versículo três.

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I Advento - ano C

Lc 21,25-28.34-36
 
Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos:
25Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas.
Na terra, as nações ficaróo angustiadas,
com pavor do barulho do mar e das ondas.
26Os homens vão desmaiar de medo,
só em pensar no que vai acontecer ao mundo,
porque as forças do céu serão abaladas.
27Então eles verão o Filho do Homem,
vindo numa nuvem com grande poder e glória.
28Quando estas coisas começarem a acontecer,
levantai-vos e erguei a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima.
34Tomai cuidado para que vossos corações
não fiquem insensíveis por causa da gula,
da embriaguez e das preocupações da vida,
e esse dia não caia de repente sobre vós;
35pois esse dia cairá como uma armadilha
sobre todos os habitantes de toda a terra.
36Portanto, ficai atentos e orai a todo momento,
a fim de terdes força
para escapar de tudo o que deve acontecer
e para ficardes em pé diante do Filho do Homem.
Palavra da Salvação.
 
Reflexão
 
Hoje começa o tempo forte do Advento: esta palavra significa vinda, mas também espera e a sua cor tradicional é o roxo, a cor da esperança. Espera... Esperança... Estas palavras, sobretudo na Europa ameaçada pela guerra, parecem tão longe do nosso dia-a-dia.

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Cristo Rei - Ano B

J ChristTheKingAngels 150x150Jo 18,33b-37

Naquele tempo:
33bPilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: 
'Tu és o rei dos judeus?' 
34Jesus respondeu: 
'Estás dizendo isto por ti mesmo, 
ou outros te disseram isto de mim?' 
35Pilatos falou: 'Por acaso, sou judeu? 
O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. 
Que fizeste?'. 
36Jesus respondeu: 
'O meu reino não é deste mundo. 
Se o meu reino fosse deste mundo, 
os meus guardas lutariam 
para que eu não fosse entregue aos judeus. 
Mas o meu reino não é daqui'. 
37Pilatos disse a Jesus: 
'Então tu és rei?' 
Jesus respondeu: 
'Tu o dizes: eu sou rei. 
Eu nasci e vim ao mundo para isto: 
para dar testemunho da verdade. 
Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz'. 
 
Reflexão
 
As leituras de hoje são caracterizadas pela brevidade, mas uma característica que eu gosto muito dos textos bíblicos, é aquela de condensar a riqueza dos significados em poucas palavras. Esta era também uma das características basilares da literatura antiga, devida ao fato que eram poucas as pessoas capazes de escrever e que o mesmo material era muito custoso, mais do que hoje. Além desta curiosidade, festejamos hoje a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, rei do Universo, que fecha o ano litúrgico, mas a escolha da liturgia parece não se bater bem com esta recorrência. Jesus é o rei do universo, mas a liturgia nos propõe um trecho da sua paixão. Quem escolheu as leituras errou? Há um particular que deveria chamar a nossa atenção: o Evangelho é aquele de João.

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XXXIII DOMINGO - Ano B

ffb65eb77c9b62a203f6606e9b1ec8d0Evangelho - Mc 13,24-32

Naquele tempo:
Jesus disse a seus discípulos:
24'Naqueles dias, depois da grande tribulação,
o sol vai se escurecer, e a lua não brilhará mais,
25as estrelas começarão a cair do céu
e as forças do céu serão abaladas.
26Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens
com grande poder e glória.
27Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra
e reunirá os eleitos de Deus,
de uma extremidade à outra da terra.
28Aprendei, pois, da figueira esta parábola:
quando seus ramos ficam verdes
e as folhas começam a brotar,
sabeis que o verão está perto.
29Assim também, quando virdes acontecer essas coisas,
ficai sabendo que o Filho do Homem está próximo,
às portas.
30Em verdade vos digo,
esta geração não passará até que tudo isto aconteça.
31O céu e a terra passarão,
mas as minhas palavras não passarão.
32Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe,
nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai.
Palavra da Salvação.
Reflexão
 
O Evangelho de hoje parece um filme catastrófico: o sol vai se escurecer, a lua não brilhará mais, as estrelas cairão do céu e as forças do céu serão abaladas (vv. 24-25). Uma leitura superficial deixa sem esperança: Jesus está assustando os seus discípulos e também todos nós que estamos lendo essa pagina do Evangelho. Mas esta não é a intenção do texto. Portanto vamos interpretá-lo na maneira correta. Por primeiro é necessário colocá-lo no seu contexto: estamos no capitulo 13, daqui a pouco começará a Paixão (Mc 14) e Jesus está fazendo

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XXXII domingo - Ano B

32º DOMINGO 1 noviem 8Mc 12, 38-44
Naquele tempo: Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão:
'Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação'. Jesus estava sentado no Templo, diante do cofre das esmolas,
e observava como a multidão depositavasuas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. Jesus chamou os discípulos e disse: 'Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra,
enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver'. Palavra da Salvação.
Nas três leituras há uma figura que para mim pode ajudar para alcançar o centro da mensagem evangélica desse domingo: a viúva. Por primeiro é preciso perguntar-se: quem era a viúva? A viúva e o órfão eram na Bíblia as pessoas mais desamparadas. Perdendo o marido a viúva perdia também a fonte de sustentação, ficando sozinha e sem recursos para continuar a viver.

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XXI ano B

Evangelho - Jo 6,60-69

Naquele tempo:
60muitos dos discípulos de Jesus
que o escutaram, disseram:
'Esta palavra é dura.
Quem consegue escutá-la?'
61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando 
por causa disso mesmo,
Jesus perguntou:
'Isto vos escandaliza?
62E quando virdes o Filho do Homem
subindo para onde estava antes?
63O Espírito é que dá vida,
a carne não adianta nada.
As palavras que vos falei são espírito e vida.
64Mas entre vós há alguns que não crêem'.
Jesus sabia, desde o início,
quem eram os que não tinham fé
e quem havia de entregá-lo.
65E acrescentou:
'É por isso que vos disse:
ninguém pode vir a mim
a não ser que lhe seja concedido pelo Pai'.
66A partir daquele momento,
muitos discípulos voltaram atrás
e não andavam mais com ele.
67Então, Jesus disse aos doze:
'Vós também vos quereis ir embora?'
68Simão Pedro respondeu:
'A quem iremos, Senhor?
Tu tens palavras de vida eterna.
69Nós cremos firmemente e reconhecemos
que tu és o Santo de Deus'.
Palavra da Salvação.
Reflexão
 
Uma vez um meu amigo brincando me disse: “Acho que vou mudar de religião porque o cristianismo é exigente demais”. Ele estava brincando, mas hoje em dia muitas pessoas abandonam a Igreja para abraçar outros cultos mais “simples”. Os dez mandamentos, a Missa todo domingo, a confissão, não se pode fazer isto, não se pode fazer aquilo... Para inúmeras pessoas o cristianismo só é um conjunto de regras que “sufocam” o fiel. Para inúmeras pessoas os dez mandamentos são palavras “duras”, portanto quem consegue escutá-las? (Jo 6,60). A palavra de Jesus é dura porque chama a tomar uma decisão; depois de ter escutado Jesus não se pode continuar como se nada fosse acontecido. È verdade que eu sou um bom cristão se observo os mandamentos, mas a coisa mais importante não é a observância, é o porquê que está atrás! Qual é o sentimento que “alimenta” a observância? Vou fazer três exemplos para me explicar. Tinha um homem que todo dia ia ao hospital para ficar um tempo com a sua esposa que estava internada. Aquela mulher sofria de demência senil. Chegou um dia em que a esposa não conseguiu mais reconhecer o próprio marido. O marido, porém continuava assistindo a sua esposa. Um enfermeiro, entrando onde estava aquele homem lhe disse: “A senhora não consegue mais reconhecer ninguém. Porque o senhor continua vindo todo dia?” O marido sorrindo respondeu: “Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem quem ela é”. Outro exemplo. São Maximiliano Maria Kolbe, sacerdote polonês, ficou preso pelos nazistas e aprisionado no campo de Auschwitz. Um dia um prisioneiro fugiu e os nazistas decidiram matar dez hebreus como retaliação. Maximiliano se ofereceu para salvar a vida de um pai de família que devia morrer com os outros noves “sorteados”. As dez vitimas foram trancadas num bunker e deixadas morrer de fome e de sede. Maximiliano assistiu, encorajou e abençoou os outros até que ele mesmo morreu. Um último exemplo. O livro do Êxodo narra da saída do povo de Israel da terra do Egito. Deus guiou o povo por 40 anos no deserto e uma vez que Israel chegou ao monte Sinai Deus quis que os israelitas tomassem mais consciência da dignidade que cada um deles tinha. Deus desejava que Israel começasse a caminhar com as próprias pernas, ou seja, que tomasse consciência da própria liberdade. Eis aqui a Lei. O povo sempre terá uma referência cujo objetivo é ajudar a discernir o bem do mal. Observando os dez mandamentos, o coração dos Israelitas será livre dos condicionamentos e distinguindo claramente o bem do mal, eles poderão escolher com plena liberdade. Se eu amo a minha esposa (segunda leitura), a assistência na doença não será somente o cumprimento duma promessa que eu fiz no dia do casamento. Se eu amo o outro como irmão, ajudá-lo não será somente uma situação devida as circunstâncias. Se eu amo Deus (primeira leitura), os dez mandamentos não serão somente uma lei externa que deve ser cumprida. O cristianismo não é um conjunto de leis anacrônicas, mas é uma relação viva e verdadeira com Deus. Se para mim o cristianismo é exigente demais significa que eu não amo Deus, porque quando se ama nenhum sacrifício é demais (se veja a cruz de Cristo). Somente o amor consente de ver nas “duras” palavras de Jesus palavras de vida eterna (Jo 6,68). Mas o amor é uma relação livre que se constrói dia após dia, portanto a vida aqui nesta terra tem um objetivo maravilhoso: construir e começar a viver aquela relação de amor com Deus. Um amor tão grande, tão verdadeiro e tão profundo que se torna mais forte do que a própria morte.